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Margareth Menezes - Um canto de magia e força.

 

A Mosaico conversou com a musa baiana que é dona de uma voz privilegiada, além de representante maior do afropop brasileiro, movimento que visa preservar e promover a cultura afrobrasileira: Margareth Menezes.

 

Revista Mosaico – Margareth, como e quando teve início a sua carreira?

 

Margareth Menezes – Comecei fazendo teatro na escola e coral na igreja. Depois fiz um curso de teatro, passei a cantar em barzinhos... isso foi no final da década de 80. Depois fui me profissionalizando e trabalhando...

 

RM – Como foi a sua formação?

 

MM – Fiz parte de companhias de teatro por muito tempo e depois estudei canto

 

RM – Que tipo de dificuldades você enfrentou para atingir o estágio em que se encontra?

 

MM – A vida de artista, de maneira geral, é bem difícil. As pessoas não imaginam o quanto! Uma das grandes dificuldades é a divulgação do trabalho, é encontrar espaços legais para mostrar o que se produz. Mas graças a Deus eu não tenho do que reclamar, pois sou muito reconhecida no que faço e vivo muitíssimo bem

 

RM – Marga, do LP single “Faraó Divindade do Egito” a “Naturalmente”, um CD/DVD acústico. Você pretende lançar outro CD/DVD em 2011?

 

MM – Em 2011, vamos continuar o trabalho com o Naturalmente Acústico, levando a turnê de shows para o restante do país e também para o exterior. Vai ser um ano de muito trabalho e muita alegria! Só pretendo lançar o próximo DVD em 2012, quando comemorarei 25 anos de carreira. Em 1987, eu fiz a minha primeira gravação de música, e a convite de Djalma Oliveira gravamos juntos “Faraó Divindade do Egito” de Luciano Gomes

 

RM – Você já participou do Festival de Montreux, já concorreu duas vezes ao Grammy, esteve na Copa do Mundo de Futebol na África do Sul e participou do Brazilian Day. Daqui para adiante você pretende investir mais na carreira internacional e tem projetos para isso?

 

MM – Graças a Deus temos obtido bons resultados no campo internacional. Já fiz diversas turnês passando por todos os continentes. É muito gratificante representar o Brasil lá fora. Vamos continuar o trabalho que temos feito de divulgação e de fazer shows em outros países

 

RM – O que você pensa do atual cenário da música brasileira? Existe uma tendência para determinado tipo de estilo?

 

MM – Acho que o Brasil é um país gigante, que surpreende a gente com artistas de todos os lugares. São propostas novas com pessoas talentosíssimas... Essa condição da musicalidade transitar pelo país é ótima. O panorama da musicalidade brasileira é muito mais profundo que o aparente. Admiro muito esse universo e o potencial artístico do Brasil. Acho que existe muita coisa boa, porém só falta mesmo é espaço para essas pessoas mostrarem os seus talentos

 

RM – E a Fábrica Cultural? Existem novos projetos para ela em 2011?

 

MM – A Fábrica Cultural é um projeto do qual tenho o maior orgulho e que me enche de felicidade. A Fábrica faz parte de alguns projetos, como Ribeira Bem Saudável e Na Trilha da Cidadania, que estão dando supercerto. O primeiro oferece a conscientização e oportunidade de atividades físicas para a população da península itapagipana. E o segundo promove cursos de qualificação profissional para jovens das adjacências. Esses projetos vão continuar em 2011, e, é claro, pretendemos ampliar a capacidade de atuação deles para atender cada vez mais gente

 

RM – O que o afropop vai trazer para o Carnaval de 2011? E você, que novidades podemos esperar este ano para o maior show da cidade?

 

MM – O afropop vai manter a ideia de preservação da música afropop brasileira através da participação dos blocos afros, como o Male de Balê, Muzenza, Filhos de Gandhy, Ilê Ayê e Cortejo Afro. Como sempre fazemos, vamos trazer também misturas e inovações, com inserções digitais e de outras influências musicais. As pessoas podem esperar muita animação, alegria, energias positivas e novidades bem inusitadas!

 

RM – Margareth, como é a sua alimentação?

 

MM – Tenho uma alimentação superbalanceada. Gosto muito de frutas, verduras, legumes, sucos, chás, água... Lá em casa a gente evita comer coisas industrializadas, frituras e alimentos refinados. O arroz é integral, o açúcar é mascavo...

 

RM – Quando você está em turnê, como você faz para manter uma alimentação saudável?

 

MM – Busco sempre beber muita água para não ficar desidratada com os shows. De resto, é a mesma coisa que me alimento em casa: muitos vegetais, mas evito frituras, gorduras... Sempre tem frutas nos camarins, e a minha produção é sempre muito cuidadosa com a comida

 

RM – Como você cuida dos cabelos e da pele?

 

MM – Além da alimentação que eu considero uma parte importantíssima do processo, eu faço também alguns tratamentos estéticos com a Dra. Elisa Marchesini, como peeling (de cristal) e laser (tigh skin). Nos cabelos, sempre muita hidratação e shampoos sem sal

 

RM – Você é do tipo que frequenta academia, gosta de malhar, ou faz outro tipo de atividade física?

 

MM – Além dos shows, que são verdadeiras maratonas, eu busco sempre me exercitar, mas não frequento academia. Prefiro atividades ao ar livre em contato com a natureza. Gosto de caminhada e andar de bicicleta

 

RM – Você pensa em fazer ou faria alguma cirurgia plástica se necessário?

 

MM – Não, por enquanto não

 

RM – Como é Margareth Menezes em casa, longe dos palcos e dos estúdios? O que você gosta de fazer nas horas vagas?

 

MM – Sou uma mulher muito tranquila, gosto de paz, de serenidade, de música. Adoro ficar com a minha família, minha mãe, meu marido, meus irmãos e sobrinhos. Gosto muito também de ler e ir à praia, fazer passeios e conhecer lugares novos

 


Pingue-pongue

 

Signo: Libra

 

Cor favorita: Azul-turquesa

 

Seu cantor/cantora favoritos: Tenho vários, não dá para citar um só. Carlinhos Brown, Gilberto Gil, Caetano Veloso, Simply Red...

 

Um ator/atriz favoritos: Admiro o talento de muitos atores. Dentre eles, Lima Duarte e Fernanda Montenegro

 

Prato predileto: Não tenho. Gosto de comida boa, saudável e bem feita

Livro de cabeceira: Livro de cabeceira não, mas gosto muito do “Guia Politicamente Incorreto da História do Brasil” de Leonardo Narloch. É um livro sobre nós brasileiros. É muito esclarecedor e bom para quem tem interesse numa história mais coerente do nosso país. A manipulação da história é muito praticada no mundo inteiro pelos interessados em se manterem no poder.

 

Família: De fundamental importância na minha vida. Tudo que sou devo a eles

 

Amigos: Importantíssimos também

 

Deus: Tudo

 

 

Tatiane Pinho


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Atualização 2012: José Antonio Orge