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A importância da educação nutricional na infância
A educação nutricional deve ser ministrada em tempo, quando ainda são possíveis as modificações na conduta e nas práticas alimentares.
“Comer, comer, comer, comer é o melhor para poder crescer.” Apesar de famosa, a frase que se tornou uma cantiga bastante conhecida, hoje é tema de grande preocupação entre pais e professores, desde que o simples ato de comer exige cuidados, ainda mais se os hábitos alimentares errados forem aprendidos ainda quando criança. Doces, salgados, refrigerantes, massas e outras guloseimas é uma tentação, além de ser uma das opções mais pedidas e prediletas de muitos. Com isso, alguns adultos, atendendo aos caprichos dos baixinhos, se rendem a essas vontades e acabam abrindo mão de um cardápio rico em gorduras, açúcares e outros componentes que podem vir a interferir na saúde e, sobretudo, no desenvolvimento infantil. Foi assim com Marcos Vinicius Pereira. Presenteado pela família com doces e salgados, o estudante de 10 anos acabou indo mal na escola e ganhando um alto nível de colesterol que o obrigou a começar uma rigorosa dieta. Segundo sua mãe, Virginia Pereira, isso aconteceu por falta de orientação nutricional e descuido. “Muitas vezes eu não tinha conhecimento de que, além de mim, tios, avós e amigos também o abasteciam, e desta forma acabei perdendo a noção da quantidade de açúcar que ele ingeria diariamente e a autonomia na hora de comer corretamente”, relata.
Capacidade intelectual x alimentação inadequada
Sabe-se que a alimentação inadequada é um obstáculo à aprendizagem, pois ela influencia na participação da criança nas atividades escolares como deveria se estivesse bem alimentada. A capacidade intelectual tem relação direta com uma boa alimentação. Pois, quando há falta de nutrientes, todas as funções da criança são prejudicadas, resultando num indivíduo menos produtivo e incapacitado para determinadas atividades na fase adulta.
Para a nutricionista Mônica Menezes, o número de crianças obesas e com as demais complicações é crescente. Isso devido a alterações no padrão alimentar da população à medida que houve aumento de produtos industrializados e fast-food, representando um consumo excessivo de carboidratos refinados, como (açúcar), gorduras saturadas, sal e redução no consumo de fibras, vitaminas, minerais e substâncias antioxidantes, e que, junto com a qualidade inferior, o tamanho das porções esteja cada vez maior. “É preciso ter cuidado para que os alimentos oferecidos à criança não seja apenas o que estão de acordo com o paladar dos pais. A diversidade na oferta dos alimentos é muito importante e não se deve desistir na primeira tentativa em que ela recusar um alimento. Dessa forma, a criança terá maiores chances de se adaptar aos novos sabores”, recomenda. A profissional também aconselha: “Promover a educação nutricional na infância é um aspecto muito importante na construção de uma vida saudável, pois alguns desequilíbrios já começam a se manifestar nesta época, como, por exemplo, a hipertensão, alterações nos níveis de triglicérides e colesterol, prisão de ventre, obesidade e outros.
Ensinando a comer
A infância é o período em que os hábitos alimentares estão sendo formados e por isso a adequação nutricional é muito importante. Afinal, esta é a fase conhecida pelo intenso crescimento e desenvolvimento do indivíduo. No entanto, outros fatores devem ser considerados quando o assunto é alimentação infantil. O ato de se alimentar oferece ainda várias oportunidades para o desenvolvimento pessoal-social, como o ato comer só, a escolha pelos alimentos, a aprendizagem em relação a cores e sabores, além de outros exemplos. Dessa forma, o ambiente e o modo que ela se alimenta e sua relação com o alimento são fatores de extrema importância, pois tais fatores estão diretamente relacionados com a aceitação dos hábitos alimentares, devendo ser praticados de forma ideal, desde que serão hábitos adquiridos por toda a vida. “É necessário compreender que a educação nutricional é um processo longo, requer determinação e não tem fórmula mágica, porém existem alguns aspectos gerais importantes a ser considerados. Em primeiro lugar, os pais precisam rever seu comportamento alimentar, pois é este comportamento que a criança terá como referencia e não adiantará os pais dizerem para o filho fazer uma coisa e eles fazerem outra, pois o que mais vale nesta fase é o bom exemplo”, explicita a nutricionista Mônica. Como sequência, ela aconselha: “A alimentação possui muitos significados na esfera afetiva e continuará tendo, porém é preciso ter cuidado para que o carinho, manifestado na forma de oferta de guloseimas, não seja rotineiro nem medidas compensatórias pela ausência dos pais. Além disso, o processo não deve ser uma imposição, e sim tratado com descontração e leveza. Evitar frases como ‘você tem que comer!’ ou ‘se não comer a verdura não vai ganhar o chocolate’. Dessa forma você afirma que a verdura é ruim e o bom é o chocolate”’.
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Emiriene Costa |


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